Projeto RioS: Resiliência, Inovação e Obras para o Rio Grande do Sul
Sobre o Projeto
O Projeto RioS é uma iniciativa do Estado do Rio Grande do Sul, em parceria com o BNDES, que realiza um amplo estudo na região hidrográfica do Guaíba, uma das mais afetadas pelas enchentes de 2024.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!O objetivo do trabalho é apresentar uma estratégia de resiliência climática, por meio da proposição de soluções que minimizem riscos e orientem medidas de enfrentamento a futuros eventos climáticos, estruturando projetos de adaptação que promovam o desenvolvimento socioeconômico resiliente e sustentável do Rio Grande do Sul.
O trabalho é desenvolvido com base em evidências científicas e em diálogo contínuo com a sociedade. Nesse contexto, o RioS tem como objetivo deixar um legado para o Estado, ao recomendar intervenções prioritárias e apoiar a implementação de medidas que fortaleçam a resiliência climática da região de atuação.
Mais do que uma intervenção pontual, o Projeto foi concebido para garantir a continuidade e o fortalecimento das ações de resiliência climática como prioridade permanente no território gaúcho. Assim, a iniciativa marca a transição da resposta emergencial para uma agenda estruturante de médio e longo prazo no Estado. Iniciado em janeiro de 2025, o trabalho tem conclusão prevista para o segundo semestre de 2027.
Área de Atuação
Área de cerca de 107 mil km²
(~40% do Estado)
Concentra a maior parte da população gaúcha
(+8 milhões de pessoas e ~70% dos habitantes do Estado)
Área de Atuação
Área de cerca de 107 mil km²
(~40% do Estado)
Concentra a maior parte da população gaúcha
(+8 milhões de pessoas e ~70% dos habitantes do Estado)

Clique na imagem para ampliar

Clique na imagem para ampliar
Sobre o Consórcio
Para garantir uma entrega de impacto, foi estruturado um consórcio entre empresas de referência em suas áreas de atuação para conduzir o Projeto RioS. A formação foi pensada para unir competências complementares e fortalecer habilidades similares, ampliando a capacidade de entrega.
-
Deloitte é responsável pela liderança da gestão, oferecendo suporte técnico na integração de políticas públicas com estratégias de resiliência, além de atuar na execução de projetos de infraestrutura. Saiba mais
-
Climatempo atua fornecendo previsões de eventos climáticos extremos e disponibilizando sistemas modernos de alerta meteorológico para maior segurança e planejamento. Saiba mais
-
EBP desenvolve soluções inovadoras voltadas à engenharia ambiental, ao planejamento urbano e à criação de projetos resilientes, com foco na adaptação às mudanças climáticas. Saiba mais
-
Mattos Filho oferece ampla experiência nas áreas de direito público, ambiental e climático, garantindo suporte jurídico especializado e estratégico. Saiba mais
Fases do Projeto
Estratégia em 4 Fases Principais:
- Fase 1
Intervenções Institucionais e Inventário de Projetos
Apoio na criação de diretrizes para a governança institucional, além de evitar sobreposição de esforços e apoiar a articulação política.
- Fase 2
Caracterização e Avaliação das Ameaças, Riscos e Vulnerabilidades
Compreensão do cenário completo da região hidrográfica do Guaíba, considerando, a partir de diagnósticos hidrológicos, climáticos, ambientais, urbanos e socioeconômicos.
- Fase 3
Design da Estratégia Estadual de Resiliência Climática
Definição de intervenções físicas priorizadas, junto com anteprojetos de engenharia.
Início em Novembro de 2026
- Fase 4
Detalhamento e Apoio às Intervenções Priorizadas
Suporte na implementação das iniciativas priorizadas, com minutas de editais, para viabilizar licitações das intervenções prioritárias.
Início em Maio de 2027
Entregas Finais
O Projeto RioS também criou um painel de monitoramento das iniciativas de resiliência climática já existentes ou em desenvolvimento, para acompanhar a evolução dos projetos. O painel tem atualização periódica e ficará de legado para o Rio Grande do Sul, garantindo a continuidade dos projetos.
FAQ's
Perguntas Frequentes
O que é o Projeto RioS e por que ele existe?
O Projeto RioS é uma iniciativa do Estado do Rio Grande do Sul em parceria com o BNDES que realiza um amplo estudo na região hidrográfica do Guaíba para minimizar riscos e sugerir medidas de enfrentamento e prevenção em caso de futuros eventos climáticos extremos. A iniciativa faz parte do Plano Rio Grande, programa de Estado para a reconstrução, adaptação e resiliência climática do território gaúcho após as enchentes ocorridas em 2024.
O RioS compreende o Consórcio com quatro empresas – referências em suas áreas de atuação – que agregam conhecimento técnico especializado: Deloitte, Climatempo, EBP e Mattos Filho. A área de atuação do projeto inclui a região do Vale do Taquari e Rio Pardo, fortemente castigada pela ação das chuvas em 2024.
Qual o principal objetivo dessa iniciativa?
O foco é fortalecer a resiliência climática do Rio Grande do Sul, mitigar riscos de desastres climáticos, apontando soluções que permitam um desenvolvimento socioeconômico sustentável na região hidrográfica do Guaíba.
Quais regiões e municípios são abrangidos pelo projeto?
O projeto abrange a região hidrográfica do Guaíba, que engloba 252 municípios gaúchos e nove bacias hidrográficas: Alto Jacuí, Pardo, Vacacaí, Baixo Jacuí, Taquari-Antas, Caí, Sinos, Gravataí e Lago Guaíba. Confira aqui se seu município faz parte do Projeto RioS. (link para lista de municípios)
Quem são os responsáveis e parceiros na execução?
A iniciativa é uma parceria entre o Estado do Rio Grande do Sul (por meio da Secretaria da Reconstrução Gaúcha) e o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), contando com a execução de um consórcio formado pelas empresas Climatempo, Deloitte, EBP e Mattos Filho.
Quais são as etapas de desenvolvimento do projeto?
O RioS está estruturado em quatro fases e 14 produtos, veja mais detalhes aqui. (link para página de produtos)
- Fase 1: Governança Institucional.
- Fase 2: Avaliação de ameaças, riscos e vulnerabilidades climáticas.
- Fase 3: Design da estratégia de resiliência e detalhamento de intervenções físicas e institucionais.
- Fase 4: Implementação das intervenções priorizadas.
Qual o prazo para a conclusão dos estudos?
O que será entregue concretamente ao final do projeto?
Ao final do projeto, serão entregues:
- Diagnósticos de riscos hidrológicos, climáticos, urbanos e socioeconômicos;
- Identificação de áreas críticas e mais vulneráveis;
- Propostas de iniciativas para mitigar os riscos identificados;
- Desenvolvimento de até cinco projetos de intervenções voltados à resiliência climática;
- Um painel para monitoramento das ações e projetos de resiliência climática.
Além disso, o projeto incluirá minutas de editais, que vão facilitar e dar mais agilidade aos processos de licitação das obras prioritárias.
O que é resiliência climática?
O conceito de resiliência vem evoluindo ao longo do tempo, mas, em resumo, é a capacidade de resistir ou se adaptar a riscos aos que está exposta uma cidade, região ou infraestrutura, por exemplo. Então, quando se fala em resiliência climática, refere-se à capacidade de enfrentar eventos climáticos extremos, como chuvas intensas ou deslizamentos de terra.
Vale ressaltar que resiliência não implica a eliminação dos eventos climáticos extremos — fenômenos que, por sua natureza, escapam ao controle humano. Uma cidade resiliente continuará sujeita a chuvas intensas; o que muda é sua capacidade de responder a esses eventos com mais rapidez, eficiência e menor impacto sobre a população. Trata-se, em essência, de preparar o território para reduzir a exposição ao risco: proteger vidas, preservar moradias, resguardar atividades econômicas e manter a integridade da infraestrutura urbana diante das adversidades.
O que é infraestrutura resiliente?
É uma infraestrutura que promove maior capacidade de resistir a eventos climáticos extremos, como chuvas intensas e deslizamentos de terra. Apesar do que o nome sugere, a infraestrutura resiliente não é apenas a estrutura física em si, mas também um conjunto de sistemas e serviços capazes de antecipar, absorver, adaptar-se ou recuperar-se dos efeitos desses eventos extremos.
Na prática, refere-se a sistemas de esgoto e drenagem adequados, sistemas preditivos e alertas, protocolos de evacuação, remoção de famílias e empresas em áreas de risco/alagamento, entre outras medidas.
Outro ponto fundamental de se considerar é o funcionamento de todas essas infraestruturas em conjunto, sua interdependência e vulnerabilidades. Isso é especialmente relevante quando se fala da região hidrográfica do Guaíba. Já que o que acontece em um município pode ter efeito em cadeia para outras regiões. Por exemplo, se acontece um temporal em Lajeado, esse volume de água vai percorrer todo o sistema até a Lagoa dos Patos. Então, é preciso que Porto Alegre, Guaíba e outras tantas cidades também estejam preparadas para lidar com esse aumento repentino no nível dos rios.
Acompanhe o andamento do Projeto RioS
O levantamento sugerirá medidas concretas para enfrentar futuros eventos hidrometeorológicos, com a entrega do documento final prevista para ocorrer no segundo semestre de 2027.