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Projeto RioS conclui primeira fase e avança no trabalho para aumentar a resiliência climática no RS

Flávio Papelbaum, do BNDES, apresenta o Projeto RioS em reunião no Palácio Piratini, ao lado do governador Eduardo Leite, do vice-governador Gabriel Souza e do secretário da Secretaria de Reconstrução do RS, Pedro Capeluppi. Foto: Rodrigo Ziebell 

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Porto Alegre, abril de 2026 – Os impactos provocados pelas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024 evidenciaram a necessidade de fortalecer as estratégias de prevenção e adaptação a eventos climáticos extremos. Diante desse cenário, o Governo do Estado passou a adotar uma série de medidas voltadas à contenção de riscos. Entre essas ações está a criação do Projeto RioS (Resiliência, Inovação e Obras para o Futuro do Rio Grande do Sul), em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 

 

A iniciativa, conduzida por um consórcio formado por Deloitte, Climatempo, EBP e Mattos Filho, empresas de referência nacional, desenvolve um amplo estudo da região hidrográfica do Guaíba, a mais afetada pelas enchentes, e apresentará medidas que reduzam riscos de desastres causados por eventos climáticos. As recomendações do Projeto ajudarão a nortear os investimentos em iniciativas para fortalecer a resiliência climática do Rio Grande do Sul. 

 

Anunciado em janeiro de 2026, o Projeto RioS já apresenta avanços relevantes, compartilhados pelo consórcio em reunião do Conselho do Plano Rio Grande, em 18 de abril. A primeira fase reuniu recomendações voltadas à melhoria da governança hídrica e da gestão de riscos. O objetivo é sugerir melhores práticas de governança, fortalecendo o ambiente administrativo na resposta a futuros eventos extremos, como temporais e deslizamentos de terra. 

 

Outra etapa dessa fase foi a realização de um inventário que consolida, em uma mesma base, iniciativas de resiliência já existentes ou em andamento na região hidrográfica do Guaíba. As recomendações elaboradas ao longo do processo buscam conferir maior efetividade e segurança jurídica às ações de governança hídrica e gestão de riscos do Estado, além de orientar investimentos em projetos voltados ao fortalecimento da resiliência climática, com foco na prevenção e na mitigação dos impactos de eventos climáticos extremos. 

“Nosso objetivo nesta primeira fase foi evitar a sobreposição de esforços e dar clareza às autoridades sobre as ações prioritárias a serem realizadas, ou seja, aquelas com maior impacto positivo para garantir que a região esteja bem-preparada para lidar com futuros eventos climáticos extremos. Criamos também um painel de monitoramento para acompanhar a evolução das iniciativas e assegurar a perenidade do trabalho”, disse Luiz Paulo de Assis, líder do consórcio e sócio-líder de soluções de Estratégia para Governos e Serviços Públicos e de Infraestrutura da Deloitte Brasil. 

Segunda fase em andamento 

A segunda fase já foi iniciada, começando com o trabalho de diagnóstico hidrológico, que inclui análise de dados de precipitação, vazão de rios e demais cursos d’água, entre outros fatores. O objetivo é identificar áreas de risco associadas a cheias e inundações, trabalho tecnicamente denominado diagnóstico de risco hidrológico. Essa análise será fundamental para os próximos passos do Projeto, com as sugestões de ação de mitigação de risco, por exemplo.  

“Queremos apresentar caminhos para uma estrutura clara e funcional que assegure coordenação eficiente, transparência e integração entre as instâncias envolvidas (União, estados, municípios e entidades reguladoras)”, disse Assis. 

Diálogo com Municípios 

Durante o mês de fevereiro, o Consórcio realizou uma série de encontros com lideranças municipais do Vale do Taquari, uma das regiões mais afetadas pela enchente de 2024. Foram mais de 35 mil domicílios parcial ou totalmente destruídos e cerca de 73 mil pessoas foram impactadas no evento. 

 

Durante as reuniões, o projeto foi apresentado aos municípios, ocasião em que se destacou a importância do preenchimento de um questionário estruturado. As informações coletadas servirão como base para a elaboração de propostas de intervenção e recuperação que o Projeto RioS irá desenvolver para a região. 

 

Novas conversas devem acontecer em breve, incluindo também diálogo com outros municípios. De acordo com Assis, essa interação é fundamental para o consórcio entender as necessidades reais da região e elaborar soluções que tragam impacto positivo relevante. 

 

Sobre o Consórcio Projeto RioS: O Projeto RioS – Resiliência, Inovação e Obras para o Futuro do Rio Grande do Sul é uma iniciativa do governo estadual em parceria com o BNDES que realiza um amplo estudo na região hidrográfica do Guaíba para minimizar riscos e sugerir medidas de enfrentamento em caso de futuros eventos climáticos. Sempre baseado em evidências científicas e constante diálogo com a sociedade para fortalecer a tomada de decisão, o trabalho, que faz parte do Plano Rio Grande, se dedica a implementação de projetos de adaptação e resiliência climática que promovam o desenvolvimento socioeconômico sustentável do Rio Grande do Sul. O Projeto RioS é desenvolvido por um consórcio formado entre Deloitte, Climatempo, EBP e Mattos Filho, empresas referência em suas áreas de atuação. 

 

Informações de Imprensa: 

Néctar Comunicação: imprensaProjetoRios@nectarc.com.br